sexta-feira, 22 de abril de 2011

Repúbica. Por: Alberto Luiz Schneider

Artigo



República

Por: Alberto Luiz Schneider, Doutor em História pela Unicamp e Professor da Unicastelo no bairro de Itaquera, (São Paulo-SP).

A Abolição da Escravatura em 1888 e a Proclamação da República em 1889 compõem a mesma circunstância histórica. Representam a queda de nosso antigo regime – monárquico, escravocrata e latifundiário – e o nascimento da modernidade brasileira.
O Brasil, como se sabe, foi o último país do Ocidente a abolir a escravidão. A ruptura com a instituição escravocrata foi operada no Parlamento, com ares de sofisticação, onde se cogitou a hipótese de indenizar os proprietários, em linha com o radicalismo conservador do andar de cima, sempre pronto para defender o direito à propriedade, o direito mais caro aos liberais brasileiros. Não se chegou a tanto. Mas a Abolição não previu aos libertos nem terra, nem escola, nem qualquer tipo de direito, senão o de simplesmente existir, como erva daninha.
A República – proclamada por militares, que à época não participavam dos círculos de elite – nasceu sem povo. Não houve conflito armado, nem derramamento de sangue, pelo menos não no dia 15 de novembro. Muitos militares, sobretudo os jovens oficiais da Escola Militar, liderados por Benjamim Constant, acalentavam expectativas jacobinas, reformadoras. Se essa era uma das alas da agitação liberal, a outra tinha seu epicentro político em São Paulo e foi liderada pelos proprietários paulistas. Reunidos em convenção, na cidade paulista de Itu em 1873, os republicanos paulistas sequer mencionaram a abolição da escravatura, o que sugere o quão conservadora nasceria a República brasileira. Após dois presidentes militares, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, em 1894 o primeiro civil paulista assumiria o poder. A referida convenção de Itu havia ocorrido justamente na casa do então deputado Prudente de Morais.
Com a constituição de 1891, ficou estabelecido que o voto fosse “universal”, como sugeria o figurino liberal. Mas estavam excluídas as mulheres, os analfabetos, os menores de 21 anos, os militares de baixa patente, as pessoas que não tivessem endereço fixo. O voto não era secreto. E o colégio eleitoral era formado por menos de 2,5% da população. Sérgio Buarque de Holanda dizia que o verdadeiro império dos fazendeiros (paulistas) foi na República Velha – um período oligárquico, patrício e profundamente conservador.
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Fala-se em “política do café com leite”, em alusão aos acordos entre as elites paulista e mineira. A rigor, era uma política com muito café e pouco leite. A fração de classe que detinha o domínio político e econômico do país eram os cafeicultores do Sudeste (não havia essa expressão à época), espalhados pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e, no período correspondente à República Velha (1889-1930), principalmente no estado de São Paulo.
A oligarquia paulista, com seus sócios menores, governou o Brasil, quase sem contestação, até 1930, quando Getúlio Vargas assumiria o poder, representando, apesar dos pesares, um sopro de vida a oxigenar a República.


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Não houve sangue no dia 15 de novembro, é verdade, mas não faltou violência a encharcar a República que os militares proclamaram e a elite cafeeira de São Paulo herdara. A Revolta da Armada, no Rio, em 1891, e a Revolução Federalista, no Sul, entre 1893-95 são apenas dois exemplos, entre muitos outros. No entanto, o verdadeiro batismo de sangue viria do sertão baiano, com a Guerra de Canudos, onde o exército republicano, representante do Brasil litorâneo, dito moderno, esmagaria os sertanejos, ditos jagunços e primitivos. No final da guerra, a República estava consolidada. E a consciência nacional estava perante um crime.
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Antonio Conselheiro e seus seguidores, que erravam pelo Nordeste, em 1893 se instalaram, às margens do rio Vaza-Barris, nos arredores da Fazenda Canudos, no sertão da Bahia. A região, embora ocupada desde o século XVIII, era quase um vazio demográfico. O verdadeiro milagre do Conselheiro foi atrair homens e mulheres pobres de todos os lados. Em poucos anos, a aldeia de Canudos – ou Belo Monte, como seus moradores a rebatizaram – contava com 25.000 habitantes, ou seja, segunda mair concentração urbana da Bahia. Uma população colossal para a época. Seu advento deixou os fazendeiros da região, o governador da Bahia e a Igreja em pânico.
Não demorou e as escaramuças começaram. Depois de duas expedições derrotadas, Canudos tornou-se uma questão nacional. O governo federal, temendo pela integridade da República, face ao discurso monarquista do Conselheiro resolve atuar. Ao coronel Antônio Moreira César, considerado pelos militares um herói, foi confiada a missão de liquidar os “fanáticos”. A notícia da chegada de tropas à região atraiu para lá um grande número de pessoas, que partiam de várias áreas do Nordeste, imbuídas de uma missão: defender o Conselheiro. No dia 2 de março de 1997, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pelos ataques relâmpagos dos “jagunços”, um exército de 1.300 homens assaltou o arraial. Moreira César foi morto em combate e a expedição foi obrigada a retroceder em debandada.
No Rio e em São Paulo a repercussão foi intensa. Se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar a Monarquia. Jornais monarquistas foram empastelados. O ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, em pessoa resolve preparar a quarta expedição, composta de duas colunas, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas disponíveis à época. O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro últimos e derradeiros defensores, depois de um massacre feroz. Canudos não se rendeu. Lutou até o esgotamento físico. O cadáver de Antônio Conselheiro, que havia morrido de morte natural poucos dias antes, foi exumado e levado a Salvador.
A República vencera! Enfim, o batismo de fogo legitimou os heróis republicanos. Os inimigos vencidos não foram os velhos Barões do Império. Nem ministros do Imperador. Nem senhores de terra e escravos. Mas homens e mulheres pobres, mestiços, caboclos, cabras, mulatos, sararás. Todos magros e fortes, rústicos e mestiços. O sertanejo era “antes de tudo um forte”, “a rocha da nacionalidade”, no falar de Euclides de Cunha.
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Assim começou a modernidade brasileira. Com a arrogância paulista e o sangue nordestino (não o da casa-grande, claro).


Alberto Luiz Schneider é Doutor em História pela Unicamp. Foi Pesquisador Associado do Departamento de Português e Estudos Brasileiros do King’s College London). Atualmente é Professor de História do Brasil da Universidade Camilo Castelo Branco – Unicastelo (São Paulo-SP)




Texto publicado originalmente na Revista Real em sua edição de novembro de 2010. http://www.revistareal.com/nov10.php
Postado por Blog do Curso Licenciatura em História da Universidade Camilo Castelo Branco às 02:21 0 comentários

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Superação na condição predatória do indivíduo e seu modo de vida sustentável.

No entardecer de um país qualquer e em uma metrópole qualquer, de uma sociedade regida por um sistema capitalista, encontra-se um vilão feroz que atormenta a vida do indivíduo modelado a produzir, de forma técnica e pouco humana e este vilão é conhecido como dinheiro e nele, está toda a culpa do cansaço que o indivíduo tem quando chega exausto em seu lar depois de mais um dia de trabalho.
Nota-se que o homem necessita competir o tempo inteiro com profissionais de diversas funções e cada vez mais preparado para interagir dentro de um determinado segmento, onde se pautam as metas e lucratividade em primeiro plano.
Observamos dentro de um contexto empresarial, que a sustentabilidade é a palavra da moda e usada muitas vezes de forma vazia e sem comprometimento, está tomando conta do mercado da indústria global, gerando lucro a diversas empresas pelo mundo a fora, no entanto, utilizam-se da desculpa de que devemos cuidar do lugar onde vivemos para obter um lucro maior e é cada vez mais nítido que o homem não está preocupado com a raça humana, mais sim com aumento de receitas.
E dentro desta visão global e dinâmica o homem precisa se multiplicar, vencendo e perdendo no mercado de trabalho, buscando alternativas para que não se torne um sujeito vulnerável à redução de gastos de sua empresa.
E como o profissional deve agir quando é demitido de forma fria pelo chefe ou encarregado de seção, onde o mesmo percebe que está ultrapassado ou com idade superior ao que a empresa impõe como regra?
Vejamos um sujeito que é educado de forma tecnicista, ingressa no mercado de trabalho exercendo a sua função de maneira digna, constitui família, tendo gastos normais em seu lar e de uma hora para outra é dispensado de sua função para que a empresa programe as ações de marketing e metas para atingir a sustentabilidade que lhe dará autonomia no mercado, menos despesas e mais lucros. Igual a este exemplo existem milhões de pessoas dentro do sistema capitalista e que infelizmente, não encontramos uma forma adequada para que a sociedade possa viver de maneira igualitária e tenha acesso aos direitos básicos para a felicidade plena e claro, verdadeiramente anexada em um mundo sustentável.
De forma coerente e totalmente baseada na melhor condição do homem no mercado de trabalho e na luta pela extinção do capitalismo, o filósofo prussiano, Karl Marx deixou para sociedade em uma de suas frases, como o dinheiro é importante e ao mesmo tempo o gerador de todo o mal do indivíduo em sua vida ativa.
(...) O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a. (MARX, 1982, p. 81).
A dominação da moeda é tão intensa que notamos um número exagerado de pessoas com problemas depressivos, vivendo a base de medicamentos por conta de eventuais fracassos na carreira profissional, pois, viver sem o mesmo, muitas vezes é preferível não ter vida ou se esconder em um labirinto escuro, que se resume a um quarto fechado ou um leito de uma clínica de reabilitação.
Mas dentro deste tema obscuro onde o idealizador do comunismo apontou o dinheiro como gerador da problemática, pode-se encontrar uma motivação para vencermos sem amar o dinheiro e bens materiais que por ora, entendemos que é a verdadeira maneira de ser feliz.
Tudo pode indicar que o profissional é utilizado de forma injusta e extremamente explorado pelo setor privado e máquina pública, mas devemos encontrar no amor e dedicação em nossa vocação profissional como estímulo para crescermos no setor.
Se você se sentir cansado, ultrapassado, velho demais para uma determinada função, lembre que sua vocação vai além de qualquer comentário desanimador de um colega de trabalho, chefe ou até mesmo de um concorrente a uma vaga em seu próprio trabalho.
Palavras como aquelas que estamos acostumados a ouvir, dizendo que um é melhor do que o outro, este tem melhor preparo, aguenta mais pressões no trabalho ou qualquer frase do tipo, neste caso, podemos utilizar como exemplo para superação uma canção de cantores e compositores brasileiros, Flávio Venturini e Renato Russo na música, Mais uma vez;
(...) Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei, escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã. Espera que o sol já vem. Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá. Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar, tem gente enganando a gente, veja a nossa vida como está, mas eu sei que um dia a gente aprende, se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo, quem acredita sempre alcança! Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei, escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã, espera que o sol já vem. Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém, tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar, mas eu sei que um dia a gente aprende, se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo, quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança!(...)
Este texto com caráter intuitivo está longe de fazer críticas ao empregador, pois, todos sabem que a lógica de mercado é reduzir gastos e aumentar lucros e se uma empresa não o faz, correrá na contramão na perspectiva de mercado e não poderá se unir a grandes marcas e talvez não consiga dar continuidade em determinado setor. E como mudar tal situação? Eu juro que eu não sei, mas o homem contemporâneo deve contribuir de alguma forma em seu meio para que se possam minimizar tais problemas.
Por isso discorro em caráter intuitivo, onde eu não sei em que fim dará toda esta problemática. O que imagino é que o capitalismo é a “liberdade” para os homens e a maldição para todos os povos.
E é desta forma que finalizo este texto, pois nada pode ser tão valoroso quanto a sua própria qualidade profissional e devemos visualizar um horizonte longínquo, entretanto, plenamente favorável a nós, sem temermos os riscos da concorrência de mão de obra e da tão famigerada visão capitalista dos empresários atuais, pois, as nossas qualidades e vocações jamais serão ofuscadas por números ou metas.

Evandro Amaral Fernandes - Guga

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Futebol nacional. Patrimônio cultural brasileiro ou business?

Futebol nacional. Patrimônio cultural brasileiro ou business?

O futebol contemporâneo nos leva a crer que os nossos clubes de futebol no Brasil podem alcançar em valores e investimentos os tão bem quistos pela mídia mundial, os clubes europeus, que tem como presidentes e diretores, homens ligados a todas as formas de negócios, sendo o mais importante deles, o petróleo.
Haja vista que na década de 80, no século XX, alguns clubes da Colômbia tinham como principal renda, o narcotráfico e perderam suas forças futebolísticas por conta de duras medidas do governo local contra os narcotraficantes, já no leste europeu, existem rumores de negócios obscuros de homens ligados a crimes políticos e tráfico de armas. Desta forma, podemos nos orgulhar em dizer que o crime organizado não tem nenhum envolvimento com os nossos clubes e temos em nosso principal esporte a ética impetrada, algo que não há em qualquer potência futebolística mundial. Seria crível imaginar que existe ética no futebol brasileiro?
Esta semana, ou melhor, nos últimos meses, estamos discutindo o reconhecimento de títulos nacionais, cotas televisivas, débitos com entidades do futebol e pasmem, discutimos também a taça das bolinhas. A Caixa Econômica Federal criou este troféu para homenagear o clube que ganhasse o primeiro Tri Campeonato consecutivo ou o primeiro Penta Campeonato, que teria uma conta inicial no ano de 1971.
Após, toda essa discussão gerada com a confirmação do Octa Campeonato conquistado por Santos e Palmeiras, respectivamente e beneficiados como Botafogo, Cruzeiro, Bahia e Fluminense, a Caixa Econômica Federal entregou a taça ao São Paulo e em menos de uma semana, a Confederação Brasileira de Futebol, reconheceu a Copa União de 1987, acabando com toda a polêmica criada sobre este título conquistado pelo Clube de Regatas Flamengo. Simples assim, com apenas uma “canetada”, um apoio político transforma uma discussão de quase 23 anos em ato consumado e se estivesse sendo discutido na esfera jurídica, seria trânsito em julgado. Basta saber, quem ficará com a taça.
Pronto, Mengão Campeão de 1987, 23 anos após e todos ficam felizes, ao menos a maior torcida do mundo ficou.
Santista de coração, desde criancinha, sempre disse a todos que o meu clube havia ganhado todos os nacionais conquistados dentro de campo, mesmo antes do reconhecimento e o que mais me entristece, foi da maneira que tudo foi conduzido. O meu clube de coração precisou apoiar a CBF, na esfera política, se aliou com outros clubes na última votação do Clube dos 13, onde o Kleber Leite, candidato com apoio da entidade máxima do futebol canarinho saiu derrotado na votação, mas ao menos o Peixe obteve o reconhecimento dos títulos do maior time de futebol de todos os tempos. Derrotado ou vitorioso, não importa, o que se discute foi à maneira que foi necessário para se obter o reconhecimento dos títulos.
Política no futebol, bastidores em erupção e empresas da mídia brasileira envolvidas em uma discussão jamais vista antes no futebol nacional. Dinheiro, muito dinheiro, que fará a empresa ligada a uma denominação Neo-Pentecostal e a mais imponente delas, que cresceu na ditadura e hoje continua utilizando a especulação e apoio político para desunir os clubes do Brasil, pois, não concorda de forma alguma dividir a audiência de suas telenovelas com o futebol que há tempos lhe pertence. Veremos nos próximos dias ou na próxima semana, talvez, ou melhor, a maior briga da história do futebol nacional na era capitalista. Edir x Marinhos, quem leva a melhor? Veremos as cenas finais nos últimos capítulos desta novela.
Se o dinheiro vem de grupos capitalistas ou de recursos Neo-Pentecostais, não vem a mesa de discussões, o que se discute é a ética no Futebol, pois da forma que está fará com que a população brasileira deixe de crer que não existam corruptos no futebol, ou que empresários de jogadores ou ligados ao futebol nacional não tenham ligações com o crime organizado.
Eu não tenho informações, não tenho fonte alguma e não quero crer que bandidos tomam conta do futebol nacional, pois aprendi, mesmo que tenha sido de uma herança militar, que o futebol brasileiro é o melhor do mundo e que nossos clubes é um patrimônio nacional. Viva o futebol canarinho porque a “A taça do mundo é nossa,
com brasileiro não há quem possa. Êh eta esquadrão de ouro, é bom no samba, é bom no couro”...



Evandro Amaral Fernandes
25 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Afro X no programa Provocações da Tv Cultura, apresentado pelo ator e jornalista Antonio Abujamra

Depois de mais um dia de trabalho e de ter acompanhado a aula do Professor Fernando sobre o Código Napoleônico, cheguei a minha casa e em mais um momento de alienação, sentei em frente à tv e acompanhei parte da entrevista de Antonio Abujamra concedida pelo Rapper Afro X ao Canal 2, tv Cultura e tão logo notei que o apresentador está meio confuso com os problemas na esfera educacional brasileira.
Em um trecho da entrevista, o jornalista perguntou sobre o que ocorreu nos Estados Unidos da América na década de 40 no século passado, onde negros foram massacrados e o Rapper não soube lhe responder. O apresentador ficou um pouco surpreso com a negativa do Afro X e fez uma pequena crítica aos negros brasileiros, pedindo mais empenho sobre assuntos ligados a segregação racial no mundo.
Ora, Abujamra, o senhor, um dos maiores intelectuais deste país, não notou que não se ensina História no Brasil como se deveria e nós brasileiros estamos inseridos em um sistema tecnicista, implantado pela Ditadura Militar, que deixou o poder na década de 80 e nada foi alterado, ou melhor, mudou-se muito com o fim da Ditadura, mas infelizmente foi a caminho da regressão. A LDBN de 96 não funciona e os atuais "liberais" que estão no comando não conseguem mudar o atual sistema, onde a progressão continuada faz sucesso entre a garotada. Pode até ser uma heresia cometida por quem vos escreve em dizer que os alunos matriculados no período da Ditadura eram melhores qualificados do que os atuais alunos, entretanto basta pedir a um aluno matriculado no sistema de ensino do Governo do Estado de São Paulo fazer uma pequena leitura e visualizará algo alarmante, como gagueira ou incompreensão de algumas palavras. Sabemos que os alunos ingressados no período militar estudavam até a antiga quarta série e logo depois se estendeu para a antiga oitava série e todos eles sabiam ler e escrever. Estranho, não?
Apesar de tudo, continuarei sonhando com o progresso e se sonhar com um país melhor é buscar um sistema de ensino eficaz, sonharei por todos os dias em minha jornada em busca da resistência intelectual, por um país mais igual, onde todos, ou pelo menos a maioria terão acesso a um ensino de qualidade.
Lembrando que eu também faço parte da grande massa que se formou ou ao menos passou pelas salas de aulas do atual Governo do Estado Bandeirante e necessito, como todos outros ex-alunos, milhões de guerreiros brasileiros, correr atrás do prejuízo causado pelo Sistema Público de Educação.

Como diria Paulo Freire:
"Todo ato de educação é um ato político".



Evandro Amaral Fernandes

Link : Afro X
http://afroxis.blogspot.com/2011/01/afro-x-participa-do-programa-provocacao.html

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Orando na penumbra.

Letra: Orando na penumbra.

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Por: Evandro Amaral Fernandes - Guga.

Com a cara e a coragem
E um semblante diluído
Com problemas que avassalam
Pensamentos em extermínio
Eles querem algo a mais
Tiram tudo de você
Tudo em volta é plausível
Mas não lhe dá prazer
O mal sopra em seus ouvidos
Pra roubar o teu caráter
Pra sujar seus belos sonhos
E tomar sua coragem
Se a vida lhe maltrata
Pequenez de sentimentos
O ardor segue os seus passos
Vem colado em sua sombra.

REFRÂO: Se libertar do mal, lutar, acreditar, ter fé é o bastante, você vai conseguir, se libertar do mal, lutar, acreditar, ter fé é o bastante, você vai conseguir, se libertar do mal...

A estrada se encurta
Em um sonho desprezível
O algoz do vencedor
Segue a sina do indivíduo
Muitos focam a maldade
Prosperada na ganância
Que diverge com o bem
No andar da própria sorte
Quantos vícios e versões
Alguém tem que compreender
Pra entender o que é ruim
E esquecer ao amanhecer
A virtude segue exposta
Anda frágil e contestada
Te pediram algo em troca
Algo fútil e distante.

REFRÂO: Se libertar do mal, lutar, acreditar, ter fé é o bastante, você vai conseguir, se libertar do mal, lutar, acreditar, ter fé é o bastante, você vai conseguir, se libertar do mal...




terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Êxodo Sertanejo


Letra: Êxodo Sertanejo
Guga - Evandro Amaral

Há tempos sofremos, de longe viemos
O som que escolhemos é o dom que nós temos
A luta e conquista do povo hebreu
A semelhança da dor de um filho teu
Morte, homicídio, choro transmitido
Terror na cidade, a cores, ao vivo
Somos filhos do caos
Da luta cansativa
Armados com idéias em uma pátria assassina.

LUTAR, LUTAR E TER FÉ PARA VENCER
LUTAR, LUTAR, LUTAR
LUTAR, LUTAR , LUTAR PARA VENCER
LUTAR, LUTAR, LUTAR... ( Refrão ).


Miséria no caos em um jardim florido
Juventude liberta de um esgoto político
Onde possamos entender o bem e o mal
O Poder legislativo, Judiciário e Federal
Onde possamos viver da melhor maneira
Das verdades do país, da Pátria, da bandeira
Livres como pássaros, felizes ao céu
Liberto de um sistema nojento e cruel.


Esta composição é uma homenagem aos meus avós, pais e familiares que vieram do Nordeste tentar a sorte em São Paulo e fizeram deste Estado uma potência dentre os grandes Estados do mundo.
Homenagem esta, singela, pois o povo sertanejo são os verdadeiros patriotas, povo que deixou a sua terra para viver um sonho dentro de uma mentira tecnicista, vendida pelos opressores da ditadura brasileira
 

Filme: Era uma vez a América

Sinopse:
Era uma vez na América ( Once Upon a Time in America) é um de filme de 1984, do gênero drama, realizado por Sergio Leone e com roteiro baseado no livro de Harry Grey. A música original é de Ennio Morricone.

Principais Personagens:
          Robert de Niro - David Aaronson
          James Woods - Maximillian Bercovicz
          Elizabeth McGovern - Deborah Gelly
          Tuesday Weld - Carol
          Treat Williams - Jimmy O'Donnell
          Joe Pesci - Frankie Monaldi
          Danny Aiello - Chefe de polícia Aiello
          William Forsythe - Philip Stein
          Burt Young - Joe
          James Russo - Bugsy
          Jennifer Connelly - Deborah jovem
Depoimento:
Tratando-se de América onde existe poder e ganância em diversos setores da sociedade, fica cada vez mais nítido no transcorrer do drama policial que Max e Noodles, principais personagens do filme, não teriam a tão sonhada aposentadoria que possivelmente os deixariam livres de assaltos e homicídios.
Abordando o tema com um olhar atual, nota-se que a proibição de um determinado produto não impede que a sociedade não tenha acesso a eles.
Monstros mascarados de mocinhos, os mesmos criados pelo Estado para servirem o poder paralelo, matam, assaltam e estupram, podem ser vistos nas ruas da América ou em ruas dos subúrbios mais próximas. Seria este, um roteiro de um clássico do cinema que tem a sua história discorrida nos anos 30 ou uma canção composta por um gangsta-rap, dos anos 90?.
Dizer que o filme é ótimo e que atores como Robert de Niro, James Woods e Elizabeth Macgovern tiveram uma ótima atuação é “chover no molhado”, pois o filme diz muito mais do que jovens delinqüentes que se tornam grandes criminosos.
Portanto, Era uma vez a América não teve a rubrica do Sergio Leone em um documento qualquer, mas sim toda uma obra cuidadosamente redigida e que faz o telespectador observar o drama de uma maneira histórica e plenamente atual.